Uma senhora olhando e segurando sua própria mão com a outra mão, e os dizeres: Qual a relação entre a doença de Parkinson e a Psicose?

Qual a relação entre a doença de Parkinson e a Psicose?

Data de publicação: 14/05/2019 15:22:00
Categoria: Geriatria e Longevidade

Por Stephanie Smith

A doença de Parkinson costuma ser associada aos tremores, à perda das capacidades motoras e à fala arrastada, mas pouco se fala sobre sua relação com a psicose: sintoma que se relaciona com a idade do paciente, a duração e a gravidade da doença de Parkinson.

Associada aos medicamentos, à demência e aos avanços da enfermidade, o desenvolvimento da psicose provoca alucinações e delírios.

As alucinações são formadas pela sensação de ouvir, ver, ou sentir coisas que não existem naquele espaço e tempo, enquanto o paciente está acordado. Os delírios, por outro lado, são crenças sem fundamento, como crer que há infidelidade ou intenção de envenenamento do paciente.

Alucinações visuais são comuns em pacientes com Parkinson
Existem vários tipos de alucinações – visuais, auditivas, olfativas, tátil e gustativa – mas as visuais são as mais comuns entre os pacientes com doença de Parkinson. Esse tipo de alucinação pode variar entre simples confusões entre pessoas e objetos, ou podem ser mais complexas, como ver crianças brincando em um parquinho vazio.

Os delírios mais comuns estão associados ao ciúme
Entre as crenças psicóticas, o ciúme é a mais comum. Além disso, o paciente pode crer que está sendo roubado, de que alguém almeja envenená-lo, desconhecer a própria casa ou cônjuge. Esse tipo de ilusão é menos comum que as alucinações.

A demência é diferente em paciências de Parkinson e Alzheimer
Enquanto as perguntas repetitivas caracterizam a demência do paciente de Alzheimer, em casos de Parkinson ela se manifesta de maneira diferente. As habilidades cognitivas e a de realização de tarefas são as mais prejudicadas pelo Parkinson. Atividades de planejamento são prejudicadas logo no início, e ao agravar-se a doença dificulta a compreensão de conceitos abstratos, por exemplo. 

Pacientes de Parkinson não costumam demonstrar sinais de demência em conversas simples do dia-a-dia. Se assuntos complexos não são abordados, como planejamento e tomadas de decisão, é possível que o interlocutor não perceba dificuldades cognitivas no paciente.

Pacientes com Parkinson não admitem sintomas de psicose para seus médicos
A maioria dos pacientes com Parkinson não relatam seus sintomas de psicose aos médicos. Porém, até mesmo as alucinações mais simples podem ser sinais de novas condições que devem ser tratadas. Quadros de infecções ou problemas metabólicos, incluindo desidratação, também podem estar relacionados à psicose. 

O estigma deve ser atenuado para que haja mais qualidade de vida
Tranquilizar o paciente que acabou de passar por uma alucinação ou delírio é importante. Os pacientes precisam confiar que seus médicos não os tratarão como malucos e que medicamentos podem ajudá-los a amenizar a situação.

Quanto mais à vontade o paciente se sente para descrever seus sintomas, mais fácil é o diagnóstico e a indicação de tratamento.

Novos medicamentos podem melhorar a qualidade de vida
Buscar o auxílio médico é necessário e pode ajudar os pacientes a encontrar um tratamento que ajude a gerenciar sua condição. Mesmo que não haja cura para a psicose, novos medicamentos podem ajudar a melhorar a qualidade de vida, com menos efeitos colaterais.

Fonte:

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella

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