Transtornos do espectro do autismo o que é e como identificar?

Data de publicação: 02/04/2019 17:05:00
Categoria: Doenças e Sintomas
02 de abril – Dia Mundial da Conscientização do Autismo
A dificuldade em manter relações interpessoais e de se comunicar, além de comportamentos peculiares são as características comuns atribuídas às pessoas com transtorno do espectro do autismo (TEA). Essa condição afeta uma a cada 160 crianças, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Comumente generalizados como apenas autismo, os transtornos do espectro do autismo são deficiências no desenvolvimento neurológico que afetam principalmente as capacidades de fala e interação social. Os transtornos podem ser leves ou mais graves, permitindo que alguns de seus portadores tenham uma vida independe, enquanto outros necessitam de apoio e cuidados por toda a vida.

O TEA (pode vir acompanhado de outras condições médicas, como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Desde a primeira infância é possível distinguir comportamentos que podem se enquadrar no transtorno do espectro do autismo. Bebês, por exemplo, podem ser menos curiosos, não demonstrar interesse por objetos e pessoas, e ter dificuldades na alimentação.

Ao se desenvolver, a criança no espectro autista pode demorar a desenvolver a fala, e não utilizar expressões faciais que demonstrem alegria ou raiva. Ao explorar brinquedos, esses pequenos podem brincar de maneiras peculiares, interessando-se apenas por parte de um objeto ou não interagindo com ele de forma alguma.

A relação das crianças no espectro autista com outras pessoas é prejudicada, já que em geral não há contato visual, comentários ou gestos de compartilhamento, como apontar.

Confira 5 indicadores comportamentais de TEA:
1- Movimentos repetitivos, como correr de um lado para o outro ou balançar-se;
2- Insistência em hábitos sensoriais, como tocar, lamber e cheirar, além de sensibilidade a sons altos;
3- Tendência a rotinas rígidas e dificuldades de aceitar mudanças na alimentação;
4- Dificuldades de fala, com uso indiscriminado de repetição, possibilidade de retrocesso nos avanços de comunicação;
5- Dificuldades de expressão emocional e passividade no contato físico.

Apesar da crença popular de que o autismo seria causado por vacinas, estudos comprovam que não há relação entre as profilaxias e o desenvolvimento dos transtornos do espectro do autismo. As causas para esses transtornos são desconhecidas e especialistas acreditam que estejam relacionadas a fatores genéticos e fatores ambientais.

As barreiras de desenvolvimento de fala e de relacionamentos interpessoais são diferentes entre as pessoas no espectro do autismo. Por isso, cada caso é tratado de maneira específica.

Algumas terapias podem servir como apoio para lidar com os sintomas do transtorno, como terapia comportamental, ocupacional e física, além de fonoaudiologia. O acompanhamento por equipes multidisciplinares pode ser necessário para que as pessoas com TEA sejam mais independentes e adaptem-se melhor ao convívio social.

Os transtornos do espectro autista não têm cura e acompanham o paciente por toda a vida. Por isso, é importante que os pais busquem ajuda médica ao perceber quaisquer características de problemas de desenvolvimento logo na primeira infância. O diagnóstico precoce pode ajudar a fornecer ferramentas importantes para o desenvolvimento da criança e sua adaptação social.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella

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