mão de uma mulher segurando um adesivo para a doença de Alzheimer com os dizeres: Saiba como funciona o adesivo utilizado no tratamento de Alzheimer

Saiba como funciona o adesivo utilizado no tratamento de Alzheimer

Data de publicação: 28/03/2019 10:03:00
Categoria: Medicamentos

A perda progressiva de neurônios é a principal causa do Mal de Alzheimer, que é o tipo mais comum de demência, e atinge cerca de 1,1 milhão de pessoas no Brasil. Apesar de ser uma doença incurável, o tratamento de seus sintomas é importante para retardar a progressão dos sintomas e conservar as funções intelectuais dos pacientes.

Para garantir mais qualidade de vida e eficiência no controle do Alzheimer, as formas de medicar contam cada vez mais com os avanços da tecnologia. Um exemplo disso é a adoção de adesivos de rivastigmina para o tratamento de Alzheimer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O medicamento, que já é um dos principais utilizados no tratamento da doença, quando ingerido pode causar efeitos colaterais como náuseas e diarreia, diminuição do apetite e dor de cabeça. Já a aplicação em forma de adesivo facilita a medicação dos pacientes que têm dificuldades de engolir e reduz as chances de rejeição da medicação.

Como funciona o adesivo para o tratamento de Alzheimer?
Aplicado na pele, onde fica fixado por 24h, o adesivo transfere o medicamento de forma transdérmica, garantindo que não haja oscilação na dose. A forma de absorção cutânea minimiza os efeitos colaterais, permitindo mais qualidade de vida.

O princípio ativo do medicamento promove o aumento de acetilcolina no cérebro do paciente: uma molécula neurotransmissora que atua na passagem do impulso nervoso dos neurônios para as células musculares.

O Alzheimer é uma doença degenerativa progressiva e fatal, que causa a perda de memória, prejudica a linguagem e o raciocínio, o reconhecimento de estímulos sensoriais e o pensamento abstrato.

Causado por um erro no processamento de proteínas no sistema nervoso central, que faz com que fragmentos tóxicos ocupem neurônios e o espaço entre eles, o Alzheimer é caracterizado pela morte dessas estruturas que leva aos sintomas da doença.

Os principais sinais são a perda da memória recente, a repetição de perguntas, a dificuldade para acompanhar conversas, para dirigir e se localizar, além de irritabilidade e tendência ao isolamento.

Dividido em quatro estágios, o Mal de Alzheimer tem forma inicial, moderada, grave e terminal.

No primeiro estágio, memória, personalidade, habilidades visuais e espaciais são prejudicadas. No segundo, há dificuldade para falar, realizar tarefas simples, coordenar movimentos, sinais de agitação e insônia.

A partir do terceiro estágio, considerado a fase grave da doença, o paciente tem dificuldades para se locomover e para comer, incontinência urinária e fecal, e a resistência à execução de tarefas diárias. A perda da autonomia pode causar depressão, ansiedade e apatia.

No estágio terminal da doença, o paciente fica restrito ao leito, sem comunicar-se, sente dor ao deglutir e tem infecções intercorrentes.

Pessoas acima dos 60 anos, que tenham baixa escolaridade e casos de demência na família são as que apresentam maior risco de desenvolvimento do Mal de Alzheimer. Isso porque quanto maior o estímulo cerebral maior será o número de conexões criadas entre as células nervosas, informa o Ministério da Saúde.

Por isso, as melhores formas de prevenção à doença são os exercícios mentais por meio de leitura, estudos e jogos de inteligência. A prática de atividades físicas, a alimentação saudável, e a abstenção de álcool e cigarro também são importantes contra a doença.

Fontes

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Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella

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