Cuidados paliativos podem ajudar no tratamento de pacientes terminais

Data de publicação: 10/01/2019 15:35:00
Categoria: Dicas de Saúde

Garantir o conforto, a dignidade, a qualidade de vida e o bem-estar de pacientes cujas enfermidades não podem ser curadas são a finalidade dos cuidados paliativos. Medicamentos, cuidados com o corpo e atenção de profissionais multidisciplinares têm o objetivo de tratar o paciente, e não sua doença.

Esses cuidados são recomendados e encorajados por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, e sua função é prevenir e aliviar o sofrimento dos pacientes e de suas famílias, ocupando-se de suprir necessidades físicas, sociais, psicológicas e espirituais.

De acordo com a OMS, a cada ano, cerca de 40 milhões de pessoas necessitam de cuidados paliativos no mundo. Porém, apenas 14% delas recebem a atenção de que precisam. Em busca de atender as necessidades desses pacientes, o Ministério da Saúde regulamentou, em 2018, os cuidados paliativos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o órgão, “na perspectiva dos cuidados paliativos, trata-se também da aceitação da morte como um processo natural, não a acelerando, nem a retardando (com uso de equipamentos ou procedimentos), buscando sempre oferecer suporte que permita ao paciente viver o mais autônomo e ativo possível”.

Por vezes, o melhor lugar para o paciente terminal é em casa, ao lado da família. Os hospitais costumam ser ambientes solitários e hostis, desnecessários quando não há mais chance de cura para a condição enfrentada. No entanto, o retorno ao lar não significa que o paciente não precisa de cuidados.

“Sempre existe algo que se possa fazer para dar uma qualidade de vida a todos os envolvidos nesse caso. Assim como no caso de pessoas saudáveis, é fundamental ter a consciência da prevenção de problemas. O paciente terminal deve receber cuidados com a higiene, por exemplo, o que evita dores de cabeça em um futuro próximo”, ressalta o geriatra Rafael Pacheco Terra, médico do portal SalutemPlus, em entrevista à Folha de São Paulo.

De acordo com o especialista, atividades como fisioterapia e pilates podem reduzir dores e trazer bem-estar, assim como suplementos de vitamina B e B12 podem evitar inflamações e dar mais energia, aumentando a qualidade de vida dos pacientes.

Existem ainda outras opções para minimizar dores e garantir a qualidade de vida para aqueles que enfrentam doenças sem cura. Entre elas estão as práticas integrativas como a acupuntura, a meditação e a fitoterapia. Além de presentes em clínicas particulares, essas técnicas estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e fazem parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

Para garantir o melhor cuidado possível, é necessário que a abordagem do tratamento paliativo seja multidisciplinar, envolvendo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, entre outros profissionais, de acordo com as necessidades do paciente.

Entre os responsáveis pelo bem-estar daqueles que estão no final da vida estão as doulas da morte: pessoas que acompanham pacientes terminais em seus momentos finais. Comumente associadas aos partos e ao início da vida, as doulas também podem ser capacitadas para serem uma companhia para aqueles que precisam de cuidados paliativos, e ficam ao lado do paciente para conforto emocional e até mesmo espiritual.

A ocupação de uma doula pode incluir funções como manter a família informada, planejar um funeral, atender os desejos do paciente e até mesmo escrever cartas de despedida. O suporte oferecido por essa profissional é importante para os cuidados psicológicos e emocionais.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Técnico: Geraldo Majella

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