Intoxicação ou infecção alimentar: saiba como diferenciar e tratar

Data de publicação: 27/12/2018 00:00:00
Categoria: Doenças e Sintomas

A ingestão de alimentos em mau estado de conservação pode causar infecções por bactérias, vírus, parasitas, e levar à intoxicação alimentar, e por isso é importante estar sempre atento à procedência, higienização e preparo dos alimentos. De acordo com o Ministério da Saúde, existem mais de 250 tipos de doenças que podem ser transmitidas por alimentos e água, as chamadas DTAs —Doenças Transmitidas por alimentos.

Causadas por microorganismos, as infecções e intoxicações alimentares podem levar a quadros graves como o de infecção generalizada, caso o agente infectante alcance outros órgãos por meio da corrente sanguínea.

As infecções alimentares, como a salmonela e a hepatite A são caracterizadas pela ingestão de micro-organismos prejudiciais à saúde. Já as intoxicações alimentares acontecem quando as toxinas desses organismos são ingeridas, como no caso do botulismo. Quando há a combinação desses dois tipos de doença, acontece a chamada toxinfecção alimentar, como a cólera.

Temos ainda as intoxicações não bacterianas, causadas por toxinas de produtos químicos que contaminam o alimento, como o excesso de agrotóxicos, a contaminação por metais pesados, fungos silvestres e outros.

Náuseas, vômito e diarreia são os principais sintomas de uma doença transmitida por alimentos. Além disso, falta de apetite, dores abdominais e febre podem ocorrer.

Casos graves de doenças transmitidas por alimentos causam diarreia por mais de três dias, febre alta, dificuldade em falar ou enxergar, desidratação severa e sangue na urina. Esses são casos com sintomas alarmantes e devem ser levados ao médico imediatamente.

Em adultos saudáveis, as DTAs duram alguns dias e não deixam sequelas. Porém, crianças e indivíduos com a imunidade baixa podem ter graves consequências.
A hepatite A, por exemplo, pode danificar o fígado. Para as gestantes, a toxoplasmose, causada por parasitas comumente encontrados nas fezes dos gatos, pode causar problemas de malformação no bebê.

Ao se recuperar e voltar a ingerir alimentos sólidos, o paciente de uma doença transmitida por alimentos e água (DTA) deve priorizar alimentos de fácil digestão e com pouca gordura. Estão na lista de recomendações: gelatina, banana, arroz, caldo de galinha e vegetais cozidos. Torradas, aveia, refrigerantes sem cafeína, suco de frutas e bebidas isotônicas também são aliados na recuperação.

Algumas doenças possuem vacina, como o rotavírus, que pode ser prevenido com a administração de vacina em crianças menores de seis meses.

Para as outras infecções e intoxicações, a prevenção é baseada na higienização cuidadosa de alimentos, na manutenção de perecíveis sob refrigeração, além da diminuição do consumo de carnes cruas. Alimentos já preparados só devem ser consumidos caso sejam armazenados na geladeira.

É importante estar atento à aparência e ao cheiro dos alimentos, não comprar alimentos com a embalagem violada ou fora do prazo de validade. Lavar as mãos é essencial no momento do preparo da comida, assim com a higienização de frutas, verduras e legumes com água e sabão.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Técnico: Geraldo Majella

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