A imagem de um espermatozoide entrando em um óvulo de coloração vermelha

Fertilização: o que é e como funciona a reprodução humana assistida

Data de publicação: 11/12/2018 15:49:00
Categoria: Ciência e Tecnologia em Saúde

Há 40 anos a medicina vencia mais uma barreira da reprodução humana, quando nasceu o primeiro bebê fruto de uma fertilização feita fora do útero da mãe, ou seja, em uma fertilização in vitro, que ficou mundialmente conhecido como “bebê de proveta”. Poucos sabem que esse é apenas um dos métodos de reprodução assistida, que possibilitam a gravidez mesmo diante de problemas de infertilidade.

Seja por dificuldades biológicas, ou até mesmo uma forma de prolongar o prazo para tornar-se mãe, muitas mulheres e casais buscam soluções nos métodos de inseminação artificial, como a fertilização in vitro.

Da estimulação da produção de gametas ao implante intrauterino, são diversas as técnicas de reprodução assistida:

Uma das formas mais comuns de fertilização é a programação das relações sexuais de acordo com o período de ovulação da mulher. Com ajuda médica, é possível determinar o momento em que a mulher está mais fértil e pode aumentar suas chances de engravidar.

Esse tratamento pode ser feito com a ajuda de hormônios em casos onde existe a dificuldade de ovular, e é indicado para mulheres até os 35 anos.

A inseminação intrauterina é a mais conhecida das técnicas de inseminação artificial, e trata-se da inserção do gameta masculino (espermatozoide) diretamente no útero da mulher. A inseminação deve ser realizada quando há ovulação (liberação de um ovócito pelo ovário), assim as chances de ocorrer fecundação crescem de forma significativa.

Nesse caso, apenas o esperma é manipulado e a fecundação acontece dentro do corpo. Esse tipo de tratamento pode ajudar em casos em que há baixa contagem de esperma, por exemplo. No entanto, só é válido para pacientes que não tenham problemas nas tubas uterinas.

A fertilização in vitro é aquela em que a fecundação do óvulo é feita fora do útero. A mulher é estimulada a produzir óvulos, que são retirados dos ovários por meio de procedimento médico. O homem contribui com uma amostra de esperma, então os dois gametas são combinados em laboratório e o embrião é colocado dentro do útero.

Geralmente, mais de um embrião é implantado em cada tentativa deste método, já que a chance de gravidez é de 40%. Até os 35 anos, são implantados no máximo dois embriões. Até os 39 anos, no máximo três embriões, e em mulheres acima dos 40 anos são inseridos até quatro embriões.

A atual meta dos médicos é reduzir o implante para apenas um embrião, a fim de evitar gravidez de gêmeos, considerada de risco. Os embriões não utilizados permanecem congelados nas clínicas de fertilização.

No Brasil, é permitido que os embriões não utilizados sejam doados para pesquisa, porém, mesmo com o crescimento de 13% no número de embriões congelados no país, chegando a 75.557 embriões no último ano, apenas 122 embriões foram doados em 2017, de acordo com dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões.

A doação de espermatozoides ou óvulos também é uma técnica de fertilização, usada em casos em que o homem ou a mulher tem problemas com a produção de gametas. Nesses casos, o embrião é implantado no útero da mulher, após fertilização in vitro.

Esse tipo de procedimento ajuda em casos de mulheres que passam pela menopausa precoce, por exemplo.

A fim de manter a qualidade dos óvulos, algumas mulheres optam pelo congelamento de seus gametas, o que dá a elas a possibilidade de engravidar mesmo com idade mais avançada. Nesse caso, os óvulos são congelados e armazenados, até que a mulher decida fecundá-los e implantar o embrião.

A fecundação humana é o momento quando o espermatozoide encontra com o óvulo e forma o zigoto. Formação essa que acontece no interior das trompas, onde o óvulo fecundado, caminha em direção ao útero.

O zigoto divide-se em duas células, posteriormente em quatro células, e assim por diante. Depois de alguns dias, o zigoto (que é o óvulo fecundado) migra para o útero, onde irá se desenvolver, esse último processo se chama nidação.

Na chegada do zigoto ao útero, é produzido o hormônio chamado Hormônio Coriônico Gonadotrófico (HCG). Esse hormônio induz o ovário a produzir estrogênio e progesterona, os quais informam para a glândula hipófise (glândula endócrina) que a mulher está grávida, e por sua vez para de produzir os hormônios (FSH e LH) suspendendo a ovulação e o ciclo menstrual.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Técnico: Geraldo Majella

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