A nova onda do HIV: saiba como se prevenir contra o vírus da AIDS

Data de publicação: 30/11/2018 14:57:00
Categoria: Calendário da Saúde

No calendário da saúde, dezembro é conhecido como o mês vermelho, período em que o cuidado e a prevenção contra a AIDS são enfatizados, especialmente no dia 01, conhecido como o Dia Mundial da Luta contra a AIDS. A data tem como objetivo, lembrar as pessoas de se prevenirem contra a doença e auxiliar no combate contra o preconceito aos portadores do vírus HIV –vírus humano de imunodeficiência.

A AIDS, síndrome da imunodeficiência adquirida, é a infecção sexualmente transmissível mais conhecida e mais temida, já que danifica o sistema de defesa do organismo e é porta de entrada para outras doenças, que podem levar à morte. Causada pelo vírus HIV, a doença teve sua primeira epidemia nos anos 1980 e, até hoje, não possui cura.

Longe do cenário de doença agressiva e mortal, vivido pelos primeiros portadores de HIV, atualmente a carga viral já pode ser controlada por medicamentos, proporcionando melhor qualidade de vida aos que foram infectados pelo vírus. Porém, a falsa sensação de bem-estar e segurança, relacionada aos avanços da medicina, podem estar causando uma nova epidemia da doença.

Em uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde, descobriu-se que o número de jovens brasileiros entre 15 e 19 anos infectados pelo vírus HIV triplicou nos últimos anos. Enquanto isso, o número de portadores do vírus entre 20 e 24 anos duplicou. Esses dados estão relacionados principalmente aos jovens do sexo masculino que mantém relações sexuais com parceiros do mesmo sexo.

Existem algumas hipóteses para as causas da nova onda de contágio por HIV. Especialistas apontam que a redução nas campanhas de conscientização, especialmente aquelas focadas no público-alvo para o HIV/AIDS, ou seja, aqueles que estão mais vulneráveis à doença, podem ter causado uma banalização da seriedade dessa infecção.

Por acreditar que existe uma cura, ou por não saber como prevenir-se, o público-alvo deixa de usar dispositivos para se proteger, colocando-se em risco. Apesar de sua importância na prevenção dessas doenças, os dados do Ministério da Saúde revelam que pouco mais da metade dos jovens de 15 a 24 anos usam preservativo em relações sexuais casuais.

Além disso, mudanças de comportamento das novas gerações, como o uso de aplicativos para encontrar parceiros sexuais casuais, podem aumentar as chances de transmissão da doença.

A AIDS é a manifestação da infecção do vírus HIV no organismo. Essa doença age atacando o sistema imunológico, tornando-o vulnerável. Seus primeiros sintomas são parecidos com os de uma gripe, incluindo mal-estar e febre, e por isso podem não chamar atenção.

Depois do período de incubação do vírus, o paciente pode não ter sintomas e, por isso, não descobrir que tem a doença. Com o tempo, o organismo fica enfraquecido, sendo incapaz de lidar com doenças oportunistas, como as hepatites, a tuberculose e a pneumonia. Nesse estágio, onde o organismo encontra-se debilitado, a doença é conhecida como AIDS.

Portadores do vírus HIV com carga viral controlada podem nunca desenvolver a doença. Além disso, quanto menor for a carga viral, menores são as chances de transmissão da doença.

A forma mais comum de contágio pelo vírus HIV é o contato sexual desprotegido, seja sexo oral, vaginal ou anal. Também há risco de contágio no compartilhamento de seringa, na transfusão de sangue contaminado, no compartilhamento de objetos perfurantes ou cortantes e, também, de mãe para filho, no parto ou na amamentação.

O vírus não é transmitido por meio de beijos, abraços, suor, lágrimas, picada de insetos, ou em piscinas, por exemplo. É o contato direto com o sangue contaminado que provoca o contágio.

O preservativo é a melhor forma de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e a única capaz de preveni-lo contra o vírus HIV em relações sexuais. A proteção deve ser usada tanto na penetração quanto no sexo oral, já que a doença pode ser adquirida nas duas modalidades, caso não haja proteção.

Ainda, há a opção da profilaxia pré-exposição, a chamada PrEP, usada como prevenção ao contágio do vírus HIV. Esse método consiste na administração oral de medicamentos com o objetivo de bloquear a infecção pelo vírus. O tratamento só funciona quando as doses do remédio são tomadas diariamente, e só é recomendado para o público-alvo, mais vulnerável ao contágio.

Atualmente, o Ministério da Saúde considera como público-alvo os gays e homens que fazem sexo com homens (bissexuais por exemplo), profissionais do sexo, pessoas trans, pessoas que apresentam episódios frequentes de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e que mantém relações sexuais sem camisinha.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Técnico: Geraldo Majella

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