Automedicação é a principal causa de internações por intoxicação no país

Data de publicação: 27/11/2018 14:57:00
Categoria: Dicas de Saúde

Entre 2009 e 2014 o Ministério da Saúde registrou 60 mil internações por efeitos adversos da automedicação, prática comum no país. Tratar problemas como dores de cabeça, febres e dores musculares com remédios sem prescrição médica é tão corriqueiro quanto perigoso, já que até mesmo o remédio correto, mas em dose errada, pode trazer graves consequências para a saúde e levar à morte.

Em anúncios e propagandas, remédios são oferecidos como forma milagrosa para melhoria da saúde, sobretudo em uma época em que a rotina se torna cada vez mais corrida e estressante. Muitas vezes, são os próprios hábitos, como o sedentarismo e a alimentação inadequada, que prejudicam a saúde, levando ao uso indiscriminado de medicamentos.

A automedicação é a administração de medicamentos por conta própria, ou por indicação de pessoas não habilitadas, para tratar sintomas diversos, sem consultar um médico.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a intoxicação por medicamentos é a principal causa de intoxicação registrada em todo o país, superando os produtos de limpeza, os agrotóxicos e os alimentos estragados.

Ainda de acordo com a ANVISA, os medicamentos que mais causam intoxicação por automedicação são os analgésicos, os antitérmicos e os anti-inflamatórios.

 A automedicação pode causar problemas como alergias, intoxicação, dependência e pode até mesmo fazer com que microrganismos tornem-se mais resistentes aos tratamentos, devido ao mau uso de medicamentos.

Além disso, a dosagem errada de qualquer medicamento pode provocar efeitos adversos. Existe também o risco de que o uso de um remédio por tempo indeterminado cause danos silenciosos à saúde, ou que o sintoma sendo tratado esconda uma doença mais grave, tornando-se aguda à medida em que não é diagnosticada e tratada corretamente.

Outro risco relacionado à automedicação é a combinação de remédios. A interação entre algumas substâncias não é recomendada, já que uma pode anular ou potencializar a ação da outra.

Existem outras formas de automedicação?
Além do uso de medicamentos vendidos em farmácias, existem outras formas de automedicação que também podem ser prejudiciais à saúde. O uso de álcool e drogas ilícitas, por exemplo, pode ser uma resposta ao estresse e depressão, e também é uma forma de automedicação. O consumo excessivo de alimentos, cafeína e até bebidas energéticas também pode ser usado como sistema de escape.

É importante atentar-se a esses hábitos, para que não levem a consequências como a dependência química, a obesidade, o desenvolvimento de doenças como diabetes e pressão alta e claro, o agravamento da ansiedade e da depressão.

Quando é importante buscar um médico?
Sintomas comuns como dores musculares, dores de cabeça e febre podem tornar-se persistentes. É sempre importante buscar avaliação médica nesses casos, pois os sintomas podem esconder uma doença mais grave. Além disso, é necessário buscar um profissional da saúde para atualizar receitas médicas e avaliar a necessidade de continuidade de qualquer tratamento.

É importante destacar que medicamentos devem ser mantidos fora do alcance de crianças, idosos e animais domésticos. Além disso, não devem ser expostos à luz ou à umidade, nem consumidos fora do prazo de validade.

Em casos de intoxicação, é possível pedir ajuda pelo Disque Intoxicação da ANVISA (telefone 0800 722 6001). Casos graves devem ser levados imediatamente à emergência médica.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella

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